Estatais fecham 2025 com déficit de R$ 5,9 bi

As empresas estatais registraram déficit primário de R$ 5,87 bilhões em 2025, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Banco Central. O resultado é o segundo pior da série histórica iniciada em 2001, em valores nominais, ficando atrás apenas do rombo observado em 2024.

O levantamento considera as estatais federais, estaduais e municipais, com exceção da Petrobras, da Eletrobras e dos bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O desempenho negativo foi puxado principalmente pelas empresas federais, que acumularam déficit de R$ 5,1 bilhões no ano. As estatais estaduais e municipais também fecharam no vermelho, com resultados negativos de R$ 336 milhões e R$ 400 milhões, respectivamente.

Apesar do resultado, o governo do presidente Lula (PT) avalia que o déficit não reflete, necessariamente, deterioração da saúde financeira das empresas. Segundo a equipe econômica, a análise deve considerar se as estatais operam com lucro ou prejuízo operacional, e não apenas o resultado primário.

O rombo ficou abaixo da última projeção oficial do Executivo, mas técnicos do governo afirmam que isso não indica uma melhora estrutural das contas. Um dos fatores que ajudaram a conter o déficit foi a execução abaixo do previsto dos gastos dos Correios, devido ao atraso na liberação de um empréstimo contratado no fim do ano passado. O contrato de crédito, no valor de R$ 12 bilhões, foi assinado em 26 de dezembro, mas os recursos só ingressaram no caixa da empresa nos últimos dias do ano, impedindo a quitação de parte das obrigações programadas.

Em novembro, o governo havia elevado a estimativa de déficit das estatais para R$ 9,2 bilhões, o que levou a equipe econômica a congelar R$ 3 bilhões do Orçamento para evitar o descumprimento das regras fiscais. A meta oficial previa um rombo de até R$ 6,2 bilhões, sem considerar R$ 5 bilhões em investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Para 2026, a meta fiscal das estatais prevê déficit de R$ 6,75 bilhões, além dos investimentos do PAC. O governo, no entanto, já abriu uma margem adicional de R$ 10 bilhões para acomodar despesas relacionadas ao plano de reestruturação dos Correios, ampliando o espaço total para resultados negativos.

A estatal enfrenta dificuldades financeiras desde 2022 e tem discutido novas alternativas de financiamento para sustentar seu caixa e viabilizar o plano de reestruturação, que inclui regularização de dívidas e ajustes internos. A empresa estima que os recursos já contratados garantem fôlego financeiro apenas até o meio deste ano.

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