BC diz à PF que BRB deveria ter identificado falhas em créditos do Master

Em depoimento à Polícia Federal, o diretor do Banco Central Ailton Aquino afirmou que a governança do Banco de Brasília (BRB) deveria ter sido capaz de identificar problemas nos créditos adquiridos do Banco Master.

O depoimento foi prestado em 30 de dezembro de 2025. Os vídeos foram tornados públicos nesta quinta-feira (29) por decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso.

A Polícia Federal investiga se houve omissão dos gestores do BRB e falhas nos mecanismos de prudência e governança na compra de carteiras que chegaram a representar cerca de 30% dos ativos do banco público. Segundo a apuração, o Banco Master teria adquirido créditos da empresa Tirreno sem pagamento e, depois, revendido esses ativos ao BRB por aproximadamente R$ 12 bilhões.

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, após a identificação de problemas de liquidez.

Segundo Aquino, a aplicação de técnicas adequadas permitiria verificar se os créditos efetivamente existiam. Para ele, houve falha clara nos controles internos do banco público.

“Tenho certeza que a governança do BRB deveria ter identificado. Não tenho dúvida disso. Aplicando-se técnicas é possível identificação da existência ou não dos créditos. Falha na governança do BRB”, afirmou.

O diretor também disse que a área de supervisão do Banco Central questionou reiteradamente o BRB sobre a origem e a geração dos créditos adquiridos do Master.

“O time da supervisão inquiriu muito o BRB em vários ofícios, acerca da geração dos créditos”, declarou.

Acareação

Também foi divulgado o vídeo da acareação entre o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Os dois apresentaram versões divergentes sobre a origem das carteiras vendidas ao banco público.

Na acareação, Vorcaro afirmou que informou ao BRB que as carteiras seriam originadas por terceiros e disse não ter conhecimento, à época, de que os papéis vendidos eram da empresa Tirreno.

“Eram carteiras dos mesmos originadores que faziam originação para o Master, mas não especificamente originadas por nós”, declarou.

Paulo Henrique Costa, por sua vez, afirmou que o entendimento do BRB era de que os créditos haviam sido originalmente originados pelo próprio Master.

“O entendimento que eu coloquei é que eram carteiras originadas pelo Master, negociadas com terceiros, e que o Master estava recomprando e revendendo para a gente”, afirmou.

Fontes – Link Original

Classificado como 5 de 5

Compartilhe nas suas Redes Sociais

Facebook
Twitter
WhatsApp

Parceiros TV Florida

TV Florida USA – A sua TV Brasileira nos Estados Unidos

Registre-se

Registre-se para receber atualizações e conteúdo exclusivo para assinantes

Entretenimento

Noticias Recentes

@2025 TV FLORIDA USA