Juiz eleitoral mantém candidatura de Guilherme Boulos e rejeita pedido de cassação

A Justiça Eleitoral, através do juiz Antonio Maria Patiño Zorz, decidiu rejeitar o pedido do Ministério Público Eleitoral para a cassação do registro de candidatura de Guilherme Boulos (PSOL) à Prefeitura de São Paulo. A ação foi movida com base em acusações de abuso de poder político e econômico.

O Ministério Público Eleitoral argumentou que Boulos teria se beneficiado de sua participação em dois eventos, um com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outro em uma cerimônia do governo federal. Essas participações teriam desequilibrado a disputa, segundo o órgão acusador.

Rejeição da Cassação de Candidatura de Boulos

Durante o evento de 1º de maio deste ano, Lula teria feito um pedido explícito de voto a Boulos. Na visão do MP, essa conduta configuraria abuso de poder político e econômico. A participação do candidato em uma cerimônia do governo federal para o lançamento de obras do Minha Casa, Minha Vida também foi citada como vantagem indevida.

Entretanto, o juiz Patiño Zorz destacou que os eventos ainda estão sob investigação e não houve condenação definitiva que justificasse a inelegibilidade de Boulos. Dessa forma, não foi comprovado como essas ações poderiam impedir o registro de sua candidatura.

O juiz afirmou em sua decisão que desrespeitar o processo legal do registro de candidatura implicaria em violação do devido processo legal previsto na Constituição. A concessão da liminar solicitada pelo MP acarretaria na exclusão de Boulos das urnas eletrônicas e, potencialmente, na nulidade das eleições.

Quais as consequências dessa decisão?

A decisão de Patiño Zorz leva em consideração o impacto de uma eventual exclusão do candidato. Segundo ele, tal ato poderia resultar na necessidade de novas eleições, devido à discrepância nos prazos entre o registro de candidatura e a Ação de Investigação Judicial Eleitoral.

Outros pontos destacados pelo juiz

Além das questões levantadas, o magistrado destacou os seguintes pontos:

  • Não houve condenação em trânsito julgado ou em segundo grau de jurisdição sobre os fatos narrados pelo MP.
  • A decisão buscou preservar a ocorrência de eleições legítimas, sem interferências que pudessem prejudicar o rito eleitoral.
  • O princípio do devido processo legal foi determinante para a rejeição do pedido de cassação.

Boulos continua na corrida eleitoral para a prefeitura de São Paulo, mantendo sua candidatura intacta diante da polêmica. A atenção agora se volta para o desenrolar das investigações e os próximos passos da campanha.

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