foto: José Cruz
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil enfrentou um desafio significativo durante a preparação para as eleições de 2022: a escassez mundial de chips semicondutores. Esses chips são essenciais para o funcionamento das urnas eletrônicas, que são amplamente utilizadas no processo eleitoral brasileiro²³.
Aqui estão os detalhes relevantes:
- Escassez de Chips:
- A falta de semicondutores tem várias causas, incluindo o aumento da demanda durante a pandemia da Covid-19 e a guerra comercial entre Estados Unidos e China.
- Essa escassez afetou a capacidade da Positivo Tecnologia de adquirir os chips necessários para a renovação de cerca de 300 mil urnas eletrônicas².
- Centro de Disputa: Taiwan e a Guerra dos Chips:
- Taiwan é o epicentro da produção de chips semicondutores avançados. A ilha produz 90% dos chips utilizados em todo o mundo.
- Os Estados Unidos e a China entraram em uma disputa política e econômica em torno dos chips taiwaneses. Os chips são essenciais para o desenvolvimento de tecnologias como a inteligência artificial.
- Por meio de sanções, os EUA “proibiram” Taiwan de exportar tecnologia para a China, alegando preocupações com o uso desses chips em armas táticas de guerra.
- A China considera Taiwan parte do país, enquanto os EUA mantêm presença militar na ilha. Essa situação cria um dilema delicado para a China¹.
- Uso das Urnas Eletrônicas no Brasil:
- As urnas eletrônicas brasileiras são importadas, mas passam por testes, programação e soldagem dos chips à placa-mãe no Brasil, sob a supervisão do TSE.
- O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Julio Valente, enfatiza que a urna eletrônica é boa e eficiente, mesmo que não seja amplamente usada no exterior³.
Em resumo, a guerra dos chips e a escassez global afetaram diretamente o processo eleitoral brasileiro, mas o TSE conseguiu superar os desafios diplomáticos para garantir o fornecimento de chips e a renovação das urnas eletrônicas.