Desde o início de agosto, as farmácias brasileiras foram autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a oferecer uma série de exames diagnósticos simples.
Depois da experiência com os testes de Covid-19 durante a pandemia, o paciente que quer fazer um exame rápido de dengue, Beta-hCG, colesterol, glicemia, teste de tolerância alimentar, hepatite ou sífilis, por exemplo, não precisa mais procurar um laboratório — hoje, basta procurar uma farmácia habilitada.
A ideia é facilitar o acesso a exames simples, principalmente para a população de baixa renda. Porém, a Anvisa alerta que o teste não é definitivo, e deve servir apenas como uma primeira avaliação, uma espécie de guia para um exame mais completo feito em laboratório e interpretado por profissional de saúde especializado.
A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) chegou a emitir um alerta explicando que os exames de alergia oferecidos nas farmácias constatam apenas a sensibilização alérgica, e não exatamente a alergia, o que pode causar confusão no paciente que não conta com um especialista para interpretar os resultados.
“O cidadão, aquele que deveria ter a integridade de sua saúde preservada pelas leis, acaba sendo a vítima da popularização de testes diagnósticos interpretados por profissionais sem o conhecimento adequado para sua correta avaliação”, diz a nota.
O presidente executivo da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), Carlos Eduardo Gouvêa, é a favor do novo modelo e explica que a ideia de oferecer os exames começou a partir do sucesso dos testes rápidos de Covid-19 nas farmácias.