O candidato à presidência do Equador Fernando Villavicencio, do Movimento Construir, foi assassinado na noite de 4ª feira (9.ago), em Quito. Segundo autoridades locais, o político foi atingido por três tiros na cabeça depois de sair de um comício em uma escola da capital. Outras nove pessoas ficaram feridas, incluindo uma candidata à Câmara.
Acredita-se que três criminosos foram responsáveis pelos disparos – feitos com metralhadoras. Em comunicado, o Ministério Público informou que um dos suspeitos foi morto durante uma troca de tiros com agentes de segurança. Outras seis pessoas foram detidas por suspeita de envolvimento no caso e serão interrogadas.
“Indignado e chocado com o assassinato do candidato presidencial Fernando Villavicencio. Minha solidariedade e condolências à esposa e filhas. Pela sua memória e pela sua luta, garanto-vos que este crime não ficará impune”, disse o presidente do Equador, Guillermo Lasso, poucos minutos antes de se reunir com o Gabinete de Segurança.
Pelas redes sociais, usuários compartilharam o momento em que Villavicencio estava saindo do comício. Nas imagens, é possível ver o político cercado por policiais que o ajudam a entrar em um veículo. Antes de fechar a porta, começam os disparos.
Villavicencio, de 56 anos, era um ex-jornalista e um dos principais candidatos às eleições presidenciais do Equador – programadas para acontecer no dia 20 de agosto. O pleito foi antecipado após Lasso dissolver a Assembleia Nacional, para, segundo ele, pôr fim à “crise política grave e comoção interna”. Nas pesquisas de opinião, Villavicencio oscilava entre a segunda e a quinta colocação.
Na semana passada, Villavicencio afirmou em rede nacional que estava recebendo várias ameaças de morte, que partiam, sobretudo, do líder preso da gangue Choneros, conhecido como “Alias Fito”.