O Banco do Brasil (BBAS3) deve ser o banco de maior capitalização mais prejudicado pela extinção dos juros sobre capital próprio (JCP), avaliou o Bradesco BBI – que não considera o próprio Bradesco em sua cobertura.
Na véspera, as ações do setor aprofundaram perdas após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmar que o governo prepara mudanças na tributação dos proventos.
“Dado que esta é uma questão importante na frente de regulamentação para os bancos, uma vez que são grandes pagadores de JCP, decidimos reavaliar nossos cálculos anteriores para analisar a magnitude do impacto”, disse hoje o Bradesco BBI em relatório.
A instituição também considerou no novo cálculo uma tributação de 15% dos dividendos, de acordo com documento assinado pelos analistas Gustavo Schroden e Renato Chanes.
“Como resultado, estimamos que a remoção do JCP representaria aproximadamente 20% do lucro líquido dos bancos em 2023 e teria um impacto de, aproximadamente, 29% nos preços-alvo para 2023, enquanto a tributação de dividendos representaria aproximadamente 13% de nossos preços-alvo”.
Entre os bancos de maior capitalização, o Banco do Brasil seria o mais impactado, com redução de 49% do preço-alvo, disse o Bradesco BBI.