O Brasil bateu o recorde de inadimplência em setembro, com 84,2 milhões de pessoas com dívidas em atraso, segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas divulgado na manhã desta segunda-feira (02) pela Serasa. Em agosto, eram 83,9 milhões de negativados.
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O número de inadimplentes cresceu 34,17% desde 2020 e avançou 6% entre setembro de 2025 e setembro de 2026. O valor total das dívidas chegou a R$ 597,4 bilhões, alta de 0,90% em relação a agosto.
A dívida média por pessoa é de R$ 7.093,83, equivalente a cerca de 4,4 salários mínimos, atualmente fixados em R$ 1.621 por mês.
Bancos e cartões de crédito concentram a maior parcela das dívidas, com 27,16% do total. As financeiras aparecem em segundo lugar, com 20,66%. Segundo a Serasa, é a primeira vez que esse tipo de débito ocupa a segunda posição no levantamento.
As contas básicas de água, luz e gás, que tradicionalmente ficavam em segundo lugar, passaram para a terceira posição, com 20,32% do total das dívidas.
As mulheres representam 50,5% dos inadimplentes, enquanto os homens correspondem a 49,5%.
Na divisão por faixa etária, pessoas entre 41 e 60 anos representam 35,7% do total. Em seguida estão os brasileiros de 26 a 40 anos, com 33,2%. Os idosos acima de 60 anos correspondem a 20,1%, enquanto os jovens de 18 a 25 anos representam 11%.
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