O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) pediu nesta quarta-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investigue a atuação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, e de integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no caso que levou à suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, a milícia digital de André Janones.
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Na representação enviada ao Supremo, o petista pede que seja apurado se a campanha de Flávio apresentou informações falsas ou divergentes dos documentos do processo, ou se dados desse tipo foram incluídos nas decisões de Nunes Marques. A suspeita apontada pelo deputado é de falsidade ideológica eleitoral.
Falcão também solicita o afastamento temporário de Nunes Marques da presidência do TSE enquanto o caso é analisado. O pedido não inclui o afastamento do ministro do STF.
A representação está relacionada à disputa judicial sobre o canal “Exército do Lula”. Nos últimos dias, o grupo foi alvo de decisões divergentes no TSE após a campanha de Flávio Bolsonaro pedir sua suspensão.
No domingo (11), Nunes Marques determinou que o canal fosse retirado do ar. Horas depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu os efeitos da decisão e autorizou a retomada das atividades.
Na terça-feira (13), Nunes Marques determinou que o canal só poderia funcionar após o registro formal na Justiça Eleitoral. A campanha de Lula providenciou o registro no mesmo dia.
Na noite de terça-feira, o canal continuava fora do ar. Nunes Marques afirmou que a retomada poderia ocorrer após o prazo de 48 horas previsto nas regras citadas pelo TSE.
