Lula defende Wagner e nega ligação com caso Master

O presidente Lula defendeu o senador Jaques Wagner (PT-BA) durante entrevista ao Flow Podcast nesta quinta-feira (1º). O petista negou que o parlamentar tenha relação com as irregularidades investigadas no Banco Master e no Credcesta.

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“Jaques Wagner não tem nada a ver com isso”, afirmou Lula. “Tudo que o Jaques Wagner quer é ser chamado para prestar depoimento.” Segundo o presidente, o senador pretende apresentar sua versão às autoridades.

A Polícia Federal, contudo, colocou Wagner no radar da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em junho. A investigação apura suspeitas relacionadas ao Banco Master e ao Credcesta.

O senador foi alvo de mandados de busca e apreensão na operação. A PF apura possíveis vantagens econômicas, pagamentos ligados ao núcleo familiar de Wagner e eventual atuação parlamentar em defesa de interesses do Banco Master.

O que Lula disse sobre o Credcesta

Durante a entrevista, Lula também falou sobre a origem do Credcesta. Segundo o presidente, a operação surgiu de uma política relacionada à distribuição de cestas básicas na Bahia.

Lula afirmou que Wagner “vendeu para eles” e que, depois, os compradores passaram a administrar a atividade.

O presidente também disse que a transformação da instituição em banco ocorreu durante o governo Jair Bolsonaro, quando Roberto Campos Neto presidia o Banco Central. Na avaliação apresentada por Lula, foi a partir desse período que surgiram as irregularidades investigadas atualmente.

Suspeitas envolvendo Wagner

O caso ganhou novos elementos após uma proposta de colaboração premiada apresentada por Daniel Vorcaro. Segundo o documento citado pela reportagem, o ex-banqueiro afirmou que um grupo político ligado a Wagner receberia R$ 3 milhões mensais. A acusação ainda não foi comprovada e a proposta não foi aceita.

De acordo com o relato atribuído a Vorcaro, R$ 2 milhões seriam pagos por meio de um contrato entre o Banco Master e a PKL One, empresa relacionada ao Credcesta. Outros R$ 1 milhão seriam pagos em espécie a aliados do senador.

A existência de contrato entre a PKL One e o Master, com pagamentos mensais, consta dos documentos da investigação. O material, porém, não comprova por si só que os recursos tenham sido destinados a Wagner ou a outros políticos. As defesas dos envolvidos negam as acusações atribuídas a Vorcaro.

A PF deixou as negociações sobre a colaboração, e a Procuradoria-Geral da República recusou o acordo por considerar insuficientes os elementos apresentados para confirmar os relatos.

Wagner afirma que não é réu e que não recebeu denúncia pelos fatos investigados. O senador também nega ter atuado em benefício do Banco Master. Em junho, após a operação, ele afirmou que sua relação com Daniel Vorcaro era “praticamente zero” e negou ter recebido dinheiro do banco.



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