O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contestou nesta quarta-feira (23) informações que, segundo ele, devem ser divulgadas sobre o financiamento do filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante uma transmissão no YouTube, Flávio negou que o empresário Luciano Hang tenha investido no longa e classificou como falsa a cifra de R$ 400 milhões associada à produção.
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Flávio afirmou que a possível reportagem teria como base informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que está em posse da Polícia Federal. Segundo o candidato, o conteúdo poderia ser publicado nesta quinta-feira (24) e seria explorado pelo PT contra sua campanha na reta final da eleição.
“Bomba na minha campanha. Agora vocês me pegaram. Olha qual foi a bomba. Aqui no Poder 360, bomba na campanha. Vou ler para vocês, para vocês verem o nível de maluquice dos caras”, afirmou.
De acordo com o conteúdo antecipado por Flávio, a reportagem trataria de negociações envolvendo cotas de Dark Horse e empresários ligados à direita. Entre os nomes citados estaria Luciano Hang, dono da Havan, que teria participado de uma suposta arrecadação para financiar o filme.
Flávio negou a participação do empresário.
“Eu sinto frustrar vocês, mas o Luciano Hang não investiu nesse filme. O valor total estaria próximo de 400 milhões de reais. Sinto frustrar vocês, mas também é mentira”, declarou.
Recursos do filme
O candidato também rejeitou a alegação de que parte dos recursos relacionados ao filme teria circulado por paraísos fiscais ou sido utilizada para financiar despesas da família Bolsonaro.
Segundo Flávio, os valores destinados à produção passam por procedimentos formais de câmbio antes de serem enviados ao fundo relacionado ao longa.
“É um recurso que passa pelo Banco Central do Brasil para autorizar a conversão do câmbio para o dólar, no caso, para ir para um fundo específico do filme”, disse.
Flávio argumentou ainda que a operação não envolve transferências diretas para contas pessoais de integrantes da família Bolsonaro.
“Não fica passeando dinheiro para paraíso fiscal”, afirmou.
A declaração ocorreu depois de o candidato ler trechos de uma publicação que, segundo ele, teria sido preparada a partir de mensagens encontradas no celular de Vorcaro.
Relação com Vorcaro
O nome de Daniel Vorcaro passou a aparecer nas discussões sobre Dark Horse em meio às investigações envolvendo o Banco Master. O banqueiro manteve conversas com Flávio sobre o financiamento da produção, e mensagens relacionadas ao projeto foram encontradas no material apreendido pela Polícia Federal.
Na transmissão, Flávio não apresentou a íntegra dos documentos que seriam utilizados na futura reportagem nem detalhou quais mensagens sustentariam as informações antecipadas.
Também não havia, até o momento da declaração, manifestação pública dos empresários citados sobre as alegações apresentadas pelo candidato.
Flávio afirmou que o financiamento do filme é uma operação privada e criticou a tentativa de associá-lo a outras movimentações atribuídas à família Bolsonaro.
“Isso aqui é mentira, não existe, não teve investimento de ninguém que está tratado aqui na matéria, de Luciano Hang, não tem 400 milhões, não tem nada de paraísos, não tem nada disso”, afirmou.
Candidato minimiza impacto
Ao comentar a possível publicação, Flávio afirmou que o material não teria força para alterar sua campanha.
“Se é isso aqui que vocês têm, meu amigo, esquece”, disse.
Na sequência, o candidato voltou a defender a possibilidade de vencer a eleição presidencial já no primeiro turno.
“Vai ser no primeiro turno que a gente vai ganhar essa eleição”, declarou.
