O advogado Nelson Wilians e o psiquiatra e escritor Augusto Cury mantiveram parcerias institucionais voltadas para a saúde emocional e o desenvolvimento humano, como iniciativas conjuntas entre o Instituto Nelson Wilians e a Academia de Gestão da Emoção.
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O programa se chamava “Você é insubstituível” e o INW foi a primeira banca de advocacia a adotar formalmente o programa idealizado por Cury.
Em vídeo de divulgação da parceria no YouTube do escritório, psiquiatra e advogado se dizem amigos. Segundo Cury, Wilians estaria “preocupado com a saúde emocional de seus colaborares e de seus clientes”. Na ocasião, o INW contabilizava mais de 1 mil funcionários. O programa seria gratuito para “abraçar a humanidade”.
Desde que o advogado foi preso na Operação Sem Desconto, por suspeita de envolvendo no esquema de desvios do INSS, Cury fez uma limpa em suas redes sociais para deletar registros da relação com Wilians. Algumas imagens e vídeos, vinculadas ao advogado, podem ser encontradas na internet.
Wilians ganhou notoriedade no debate público pela ostentação. Num vídeo obtido pela Polícia Federal na busca e apreensão, ocorrida ainda no ano passado, o advogado percorre sua adega com milhares de garrafas de vinhos exclusivos e champanhes caríssimas.
Apesar de ter sido solto por um habeas corpus, Nelson Wilians já foi alvo de outras duas operações. Há cerca de um mês, a Polícia cumpriu novo mandado de busca e apreensão em sua residência sob a acusação de que o advogado seria operador financeiro da PixBet, atuando para ocultar bens obtidos por criminosos de maneira ilegal. Ele comunicou seu afastamento do escritório.
NO MEIO DOS ESCÂNDALOS
Cury também é muito amigo de Luiz Phillippe Rubini, ex-sócio da Fictor, grupo que Daniel Vorcaro atraiu para salvar o Banco Master da crise de sua liquidez. Em março passado, o empresário foi alvo de busca e apreensão no âmbito da Operação Fallax, que investiga fraudes financeiras. Em sua declaração de bens, o psiquiatra admitiu ser credor de R$ 31 milhões que investiu num fundo de grãos da Fictor.
A operação é vista por investigadores como uma tentativa de fraude fiscal e os investigadores enxergam Cury como um sócio oculto da própria Fictor. O presidenciável do PRTB alega que foi vítima do grupo.
