O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, recebeu nesta terça-feira (8) o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias. A reunião foi incluída de última hora na agenda do presidente da Corte, em meio ao agravamento da crise provocada pelo afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
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O encontro ocorreu na sede do STF e foi marcado para as 14h30. A agenda oficial não informou o assunto tratado pelos três. A reunião, porém, acontece no mesmo dia em que a Advocacia-Geral da União (AGU) prepara um recurso contra a decisão do ministro André Mendonça que retirou Andrei do comando da PF.
A estratégia da AGU é questionar a competência de Mendonça para determinar o afastamento. O órgão deve sustentar que a decisão interfere em uma atribuição privativa do presidente da República, responsável pela nomeação e exoneração do diretor-geral da Polícia Federal.
A movimentação ocorre enquanto a decisão de Mendonça ainda está em vigor. A Segunda Turma do STF já formou maioria para mantê-la, com votos também de Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. O julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Dias Toffoli ainda não apresentou seu voto.
Além de Andrei, Mendonça determinou o afastamento do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, após apontar irregularidades relacionadas à produção de relatórios de inteligência sobre autoridades.
A decisão desencadeou uma reação interna na PF. Onze dos 15 diretores da corporação colocaram os cargos à disposição do diretor-geral substituto, William Marcel Murad, e divulgaram uma manifestação em apoio a Andrei e Almada.
Na nota, os dirigentes repudiaram qualquer tentativa de atribuir à PF uma atuação “não republicana” e afirmaram que acusações desse tipo são “desprovidas de fundamento”.
