Nicolao Dino poderá presidir o CSMPF interinamente em eventual análise de pedido de investigação contra Paulo Gonet
O subprocurador-geral da República, Nicolao Dino, assumiu em 1º de setembro de 2026 a vice-presidência do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), sendo irmão do ministro do STF, Flávio Dino. A escolha ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal divulgou um relatório com mensagens envolvendo o procurador-geral, Paulo Gonet, e o banqueiro Daniel Vorcaro. Gonet pediu a anulação do relatório, alegando ilegalidade na investigação.
O subprocurador-geral da República Nicolao Dino assumiu, na terça-feira 1º, a vice-presidência do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF). Ele é irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.
Nicolao Dino passa a ocupar o segundo posto mais alto do colegiado. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, preside o Conselho.
Irmão de Dino analisará pedido de investigação contra Gonet
A escolha ocorreu no mesmo dia da divulgação de um relatório da Polícia Federal com mensagens que envolvem Gonet e o banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro André Mendonça, relator do inquérito, pediu explicações à Procuradoria-Geral da República (PGR). Gonet respondeu e solicitou a anulação do relatório.
O procurador-geral afirmou, porém, que a ordem para aprofundar a apuração é ilegal. Segundo Gonet, os elementos colhidos são nulos, “por entender que a medida implicou a abertura de uma investigação sem a observância do rito previsto para apurar autoridades com foro no Supremo”.
Ele não poderá conduzir uma eventual investigação contra si próprio. Nesse caso, o procedimento seguirá para o CSMPF, sem a participação do procurador-geral.
O colegiado decidirá se admite o pedido de investigação. Se aceitar, o Conselho designará o procurador responsável pelo caso. Durante o impedimento de Gonet, Nicolao Dino presidirá o colegiado interinamente.
