O Tesouro Nacional pretende revisar os limites do Plano Anual de Financiamento (PAF) para ampliar a margem de emissão de títulos da dívida pública atrelados à taxa Selic. O anúncio foi feito ontem (29) pelo coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Helano Borges Dias.
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A mudança busca adequar a estratégia de financiamento do governo à maior demanda do mercado por papéis de menor risco. Atualmente, os títulos indexados à Selic representam cerca de 49% do estoque da dívida, próximo ao limite de 50% previsto no plano.
Durante a apresentação do Relatório Mensal da Dívida, Helano explicou que o avanço da chamada dívida “selicada”, composta por títulos com rentabilidade atrelada à taxa básica de juros, reflete o aumento da procura por esse tipo de ativo em períodos de incerteza econômica.
Segundo o coordenador, fatores como a guerra no Irã e a volatilidade dos preços do petróleo não estavam totalmente incorporados ao planejamento elaborado no início do ano. O Tesouro deve realizar estudos em agosto e apresentar a revisão do PAF em setembro.
“A composição da dívida é consequência direta da política monetária e da política fiscal. O Tesouro não busca forçar os participantes. A determinação aponta que cabe ao país melhorar o quadro macroeconômico de forma geral”, afirmou.
Helano também informou que o Tesouro solicitou ao Senado Federal a alteração do modelo de limite para emissões externas. A proposta é substituir o formato atual por um limite baseado em fluxo anual de captação.