A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou nesta tarde (17) que 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos devem ser atingidas pela tarifa de 25% confirmada nesta semana pelo governo norte-americano. A medida entra em vigor na próxima quarta (22).
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Segundo a entidade, a ampliação da lista de produtos isentos reduziu o impacto sobre o setor, mas parte das vendas brasileiras ao mercado americano continuará sujeita à cobrança.
“A CNA recebeu com preocupação o resultado da investigação conduzida pelo governo dos EUA”, afirmou a diretora de Relações Internacionais da entidade, Sueme Mori, em vídeo divulgado pela confederação.
Com a atualização da lista de isenções, 63,5% do valor exportado pelo agronegócio brasileiro aos EUA ficará fora da tarifa adicional, segundo a CNA. Entre os produtos incluídos nas exceções estão pescados, mel e café solúvel. De acordo com Mori, a mudança ocorreu após a atuação da CNA e de representantes do setor privado junto ao governo americano.
“Esse resultado é fruto do trabalho realizado pela CNA e por outros representantes do setor privado, que atuaram diretamente junto ao governo americano na defesa técnica dos interesses do agro brasileiro”, disse.
Apesar da ampliação das exceções, produtos como madeira, arroz, uva, ovos e açúcar seguem sujeitos à tarifa adicional. Esses itens representaram cerca de US$ 4,6 bilhões em exportações brasileiras para os Estados Unidos em 2025, segundo a entidade.
A CNA afirmou que acompanhou a investigação desde o início, com participação em consultas públicas, audiências em Washington e apresentação de estudos técnicos às autoridades americanas.
Segundo Mori, a confederação buscou demonstrar que a competitividade do agronegócio brasileiro “não decorre de práticas desleais de comércio, mas sim de ganhos de produtividade, inovação e investimentos realizados ao longo de décadas”.
A entidade também defendeu a retirada dos produtos agropecuários brasileiros da medida, argumentando que Brasil e Estados Unidos possuem cadeias produtivas complementares e uma relação comercial estratégica.
Sobre as próximas etapas, Mori afirmou que a CNA continuará acompanhando o caso e buscando alternativas para reduzir os impactos da tarifa sobre o setor.
“A CNA acredita no diálogo construtivo e continuará trabalhando em defesa do setor agropecuário brasileiro, apoiando as cadeias produtivas afetadas e buscando soluções que preservem e fortaleçam a relação comercial entre o Brasil e os EUA”, conclui.