A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta manhã (2) avaliou a percepção dos eleitores sobre a investigação envolvendo o senador Jaques Wagner e o caso do Banco Master. O levantamento também mediu os possíveis reflexos políticos do episódio sobre o governo Lula.
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A pesquisa perguntou quem os entrevistados consideram mais associado ao caso Master. Para 37,6%, os aliados de Lula são os mais envolvidos. Outros 36% citaram aliados do senador Flávio Bolsonaro. Já 17,1% disseram que ambos os grupos aparecem envolvidos com a mesma intensidade, 6% apontaram o Centrão e 3,1% não souberam responder.
Entre os entrevistados que afirmaram conhecer a investigação, 39,6% disseram que o caso piora muito a imagem do governo federal. Outros 17,5% responderam que piora um pouco, enquanto 36,2% avaliaram que não há impacto. Já 2,4% afirmaram que melhora muito a imagem do governo, 2% disseram que melhora um pouco e 2,2% não souberam responder.

Questionados sobre uma eventual candidatura de Lula à reeleição, 32,4% afirmaram que o caso pode prejudicá-la muito. Outros 28,8% disseram que o prejuízo seria pequeno, enquanto 36,3% responderam que a investigação não teria impacto eleitoral. O índice de indecisos foi de 2,4%.
Outro questionamento tratou diretamente das suspeitas envolvendo Jaques Wagner. Entre os entrevistados que disseram acompanhar a investigação, 74,3% responderam acreditar que o senador recebeu vantagens indevidas. Outros 9,4% disseram que não e 16,2% afirmaram não saber.

Sobre os efeitos políticos do caso, 37,8% consideraram que a investigação diz respeito exclusivamente ao senador. Para 35,6%, o episódio afeta diretamente Lula, enquanto 23,5% avaliaram que o impacto recai sobre parte do governo. Outros 3% não responderam.
O levantamento também mediu o grau de conhecimento da investigação. Segundo a pesquisa, 71,4% disseram acompanhar o caso de perto, 22,5% afirmaram conhecer poucos detalhes e 6,1% declararam não ter conhecimento da operação.
A pesquisa ouviu 5 mil eleitores entre os dias 26 e 30 de junho por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04582/2026.
Jaques Wagner é investigado na nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento relacionadas ao Banco Master. Segundo a investigação, o senador é suspeito de ter recebido vantagens indevidas, incluindo um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões e um repasse de R$ 3,5 milhões para uma empresa ligada à família de seu enteado. Wagner nega as acusações.