AtlasIntel incluirá vídeo de Michelle Bolsonaro em pesquisa

Michelle Bolsonaro

A AtlasIntel incluirá em sua próxima pesquisa sobre a corrida presidencial perguntas relacionadas ao vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirma ter sido “maltratada” e pelo pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL). A informação foi publicada pelo UOL, que teve acesso ao relatório enviado pelo instituto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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O levantamento começou a ser realizado um dia após a divulgação da gravação e tem publicação prevista para quarta-feira (1º). Segundo o documento encaminhado ao TSE, o questionário terá cinco perguntas direcionadas aos entrevistados que afirmarem ter assistido ao vídeo. O relatório não informa se a gravação será exibida aos participantes durante a pesquisa.

Além das perguntas sobre o episódio, a AtlasIntel passou a incluir Michelle Bolsonaro entre os nomes testados para a Presidência da República. Ela aparece nos cenários de intenção de voto para o primeiro e o segundo turno, nas perguntas sobre rejeição e em um questionamento destinado aos eleitores de Jair Bolsonaro para identificar a preferência entre Michelle e Flávio como candidato do grupo político.

Os entrevistados que assistiram ao vídeo responderão sobre quem apoiam na disputa entre Michelle e Flávio, se acreditam nas declarações da ex-primeira-dama e qual avaliam ser o impacto da gravação na pré-campanha do senador.

Entre os eleitores identificados como bolsonaristas, a pesquisa também medirá a opinião sobre a aliança firmada pelo PL no Ceará com o pré-candidato ao governo estadual Ciro Gomes (PSDB).

No vídeo, Michelle relata um desentendimento ocorrido após um discurso em que criticou a aliança do partido com Ciro Gomes. Segundo ela, Flávio Bolsonaro afirmou que seria melhor que ela não participasse das decisões partidárias.

“Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido, disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, declarou Michelle no vídeo.

Após a divulgação da gravação, Flávio Bolsonaro pediu desculpas publicamente à madrasta e afirmou que não teve a intenção de ofendê-la. O episódio ocorreu em meio às repercussões da pré-campanha do senador, que já enfrentava questionamentos após a divulgação de um áudio envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.

A nova pesquisa será divulgada menos de um mês depois de o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, suspender a divulgação de outro levantamento da AtlasIntel. Na ocasião, a pesquisa apresentava aos entrevistados um áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, controlador do banco Master.

A suspensão foi determinada após pedido apresentado por Flávio Bolsonaro e pelo PL. A pré-campanha afirmou que a metodologia comprometia a neutralidade da pesquisa ao utilizar o áudio envolvendo o senador.

Na decisão, Nunes Marques afirmou existirem “elementos minimamente consistentes” que poderiam indicar comprometimento da neutralidade metodológica, destacando que esse procedimento não havia sido adotado em outras pesquisas registradas pelo instituto ao longo do ano.

O parecer afirma ser “natural” que institutos consultem os eleitores sobre “temas políticos sensíveis”. O julgamento foi iniciado pelo plenário da Corte em 9 de junho, mas permanece suspenso após pedido de vista da ministra Estela Aranha.



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