Mesmo sob cessar-fogo, os EUA e o Irã voltaram a se atacar no fim de semana, elevando a tensão no Oriente Médio. Os novos confrontos ocorrem enquanto permanecem travadas as negociações para um acordo definitivo que encerre a guerra iniciada em 28 de fevereiro.
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Em publicação no X na noite de domingo (31), o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que realizou ataques de “autodefesa” contra radares iranianos e centros de comando e controle de drones nas regiões de Goruk e da Ilha de Qeshm:
“Os ataques, calculados e deliberados, ocorreram no sábado [30] e no domingo em resposta a ações agressivas do Irã, incluindo o abate de um drone MQ-1 americano que operava sobre águas internacionais. Aeronaves de combate americanas responderam prontamente, eliminando as defesas aéreas iranianas, uma estação de controle terrestre e dois drones de ataque unidirecional que representavam ameaças claras a navios que transitavam pelas águas regionais”.
Segundo os militares americanos, nenhum integrante das forças dos EUA ficou ferido durante os confrontos. O comando afirmou ainda que “continuará protegendo os ativos e interesses dos EUA em resposta à agressão iraniana injustificada durante o cessar-fogo em vigor”.
Do lado iraniano, a Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter atacado uma base aérea americana que, segundo Teerã, teria sido usada em uma ofensiva contra uma torre de telecomunicações na Ilha de Sirik.
Também no fim de semana, a agência estatal do Kuwait informou que os sistemas de defesa aérea do país interceptaram drones e mísseis lançados pelo Irã durante os confrontos na região. O país abriga bases militares americanas.
Em meio à escalada militar, a imprensa americana informou recentemente que o presidente Donald Trump devolveu, com alterações, uma proposta de acordo para ampliar o cessar-fogo por mais 60 dias e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo que permanece sob fortes restrições impostas pelo regime iraniano desde o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.