O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou na manhã desta segunda-feira (25) que Teerã e Washington avançaram em parte das negociações, mas descartou um acordo imediato para encerrar a guerra no Oriente Médio.
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Segundo Baghaei, houve entendimento “em muitas questões”, embora ainda não exista definição sobre os termos finais.
A declaração ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevar a pressão sobre as negociações. Na semana passada, o republicano afirmou que um acordo estava “em grande parte negociado”, mas recuou no domingo ao dizer que Washington não pretende “se precipitar”.
Nesta manhã, Trump voltou a endurecer o discurso e afirmou que aceitará apenas um acordo “ótimo” e “significativo” com o Irã. Em publicação na Truth Social, sua rede social, o presidente americano ainda criticou o acordo nuclear firmado durante o governo Obama.
“Será exatamente o oposto do desastre do JCPOA negociado pelo fracassado governo Obama, que abriu caminho direto e sem obstáculos para o Irã obter armas nucleares. Não, eu não faço acordos assim”, escreveu o republicano.
O memorando de entendimento em discussão deve incluir a prorrogação do cessar-fogo por 60 dias, a reabertura do Estreito de Ormuz e negociações futuras sobre o programa nuclear iraniano. Ormuz é estratégico para o mercado global por concentrar cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e gás.
Baghaei afirmou também que o Irã mantém foco na segurança da navegação em Ormuz, mas disse que o acordo ainda não detalha como funcionaria a reabertura do estreito. Segundo ele, Teerã e Omã discutem separadamente a administração da região.
Também nesta segunda, durante visita à Índia, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as negociações para a paz no Oriente Médio “ainda estão em andamento” e citou uma proposta com prazo definido sobre o programa nuclear iraniano e a retomada das operações em Ormuz.
“Eu não daria muita importância a isso. Leva um tempo para recebermos uma resposta. [Trump] não tem pressa e não vai fazer um mau acordo”, disse Rubio. “Ou chegaremos a um bom acordo ou teremos que lidar com isso de outra forma”.