O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, confirmou hoje (22) que o governo federal fará um novo bloqueio no Orçamento para garantir o cumprimento das metas fiscais de 2026.
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp
Segundo Ceron, a medida está relacionada ao crescimento das despesas obrigatórias, como Previdência e Benefício de Prestação Continuada (BPC). O anúncio oficial será feito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante coletiva prevista para as 15h, quando será divulgado o segundo Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do ano.
“O balanço entre receitas e despesas está adequado, então isso não deve ter um grande impacto em termos de contingenciamento”, afirmou Ceron em entrevista ao SBT News.
O secretário disse que o governo avalia ajustes na composição das despesas públicas ao longo da execução orçamentária. Segundo ele, o cenário fiscal segue controlado apesar da necessidade de novos bloqueios.
“Por outro lado, na composição das despesas – despesas obrigatórias, discricionárias, previdência, BPC – provavelmente vamos ter alguns ajustes. É normal. É da dinâmica da execução orçamentária”, declarou.
Ceron também afirmou que o governo não prevê um contingenciamento elevado neste momento.
“O principal, que é o atingimento dos resultados fiscais, nós já podemos adiantar que ele está bem endereçado e portanto não vamos ter a necessidade de contingenciamento expressivo”, disse.
No primeiro relatório bimestral de 2026, divulgado anteriormente pela equipe econômica, o governo já havia bloqueado R$ 1,6 bilhão do Orçamento para adequar os gastos ao limite fiscal previsto no arcabouço.
Na ocasião, o Ministério da Fazenda informou que não seria necessário contingenciar recursos para cumprir a meta fiscal do ano, estabelecida em superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), estimado em R$ 34,3 bilhões.
O novo bloqueio ocorre em meio à pressão sobre as contas públicas provocada pelo avanço das despesas obrigatórias e pelo aumento das dificuldades fiscais enfrentadas pelo governo federal ao longo de 2026.