A Interpol incluiu Ricardo Magro, do grupo Refit, na lista de Difusão Vermelha, mecanismo internacional usado para localizar e prender foragidos. Com a decisão, o empresário brasileiro passa a ser procurado em 196 países que integram a rede policial internacional.
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O pedido de inclusão foi encaminhado pela Polícia Federal (PF) no último sábado (16). Após análise, a Interpol concluiu que Magro preenchia os requisitos para entrar na lista.
A solicitação ocorreu após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que autorizou a prisão de Magro e mandados de busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) no âmbito da operação “Sem Refino”, deflagrada na semana passada.
Magro é alvo da PF por um esquema de sonegação fiscal estimado em R$ 52 bilhões. O empresário e o grupo Refit são apontados pelas autoridades como os maiores sonegadores do país. De acordo com a Receita, o grupo Refit é o maior “devedor contumaz” do país, com débitos superiores a R$ 26 bilhões junto à União e aos estados. Só em São Paulo, segundo o governo estadual, as dívidas somam R$ 9,6 bilhões.
A PF não sabe o paradeiro exato de Magro, o que motivou o pedido de inclusão na Difusão Vermelha. O empresário vive fora do Brasil há pelo menos 10 anos, com residência nos Estados Unidos, e também possui cidadania portuguesa.
Nos EUA, no entanto, um alerta da Interpol não gera prisão automática. A legislação americana exige base legal própria ou tratado de extradição aplicável ao caso.