O governo Lula (PT) anunciou ao longo deste ano um conjunto de 14 medidas com impacto financeiro que chega, neste momento, a R$ 187,4 bilhões, segundo levantamento do Antagonista. As ações ocorrem em pleno ano eleitoral, em meio a pesquisas que indicam queda desenfreada da popularidade do petista.
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O pacote petista inclui ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), programas de financiamento de veículos leves e pesados, investimentos em segurança pública e concessão de isenções fiscais para a população de baixa renda.
Ontem (19), o Executivo lançou uma nova linha de crédito para compra de veículos por motoristas de aplicativo e taxistas. No programa “Move Aplicativos”, a previsão é de injeção de 30 bilhões de reais via linha do Tesouro Nacional, com repasse ao BNDES.
O crédito subsidiado será destinado à aquisição de veículos de até R$ 150 mil. Atualmente, o país tem 1,4 milhão de motoristas cadastrados em plataformas como a Uber.
Outro eixo do pacote é o programa “Move Brasil”, voltado à renovação de caminhões e ônibus, com R$ 21,2 bilhões em financiamentos.
Na semana passada, em outra medida eleitoreira, Lula revogou por medida provisória (MP) a “taxa das blusinhas”, medida antes defendida e articulada pela própria gestão petista. A renúncia fiscal associada à mudança pode chegar a 3,4 bilhões de reais.
Também em pleno ano eleitoral, o governo elevou a faixa de isenção do IR para quem ganha até 5 mil reais. O impacto fiscal estimado nesse caso é de R$ 31,2 bilhões.
Já na área habitacional, um novo modelo de crédito imobiliário arquitetado pelo governo deve injetar cerca de R$ 22,3 bilhões na economia, enquanto a ampliação da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida tem impacto estimado em R$ 7,7 bilhões.
E, na segurança pública, o programa “Brasil Contra o Crime Organizado” prevê gastos de R$ 11 bilhões em inteligência policial, sistema prisional, combate à lavagem de dinheiro e integração das forças de segurança. Desse total, R$ 10 bi são linhas de crédito de bancos públicos para estados.