O líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), defendeu nesta quinta-feira (7) a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) e de uma CPI para investigar supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.
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A declaração ocorreu após a nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
A ofensiva da PF teve como um dos alvos o presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PP-PI), que foi alvo de mandado de busca e apreensão autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
Em publicação nas redes sociais, Pimenta afirmou que o Congresso precisa reagir às investigações. “Defendo que o Congresso Nacional dê uma resposta firme ao Brasil: não pode haver qualquer suspeita de acordão para abafar as investigações do Banco Master”, escreveu.
O parlamentar também associou o caso ao entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro. “A nova fase da Operação Compliance Zero mostra a intimidade do coração do governo Bolsonaro com o esquema do ‘BolsoMaster’. Banco Central, Fazenda, Casa Civil, Previdência, INSS e até o gabinete da Presidência aparecem cercados por operadores da fraude”, declarou.
Segundo o líder governista, chegou o momento de o Legislativo avançar com as investigações parlamentares. “É hora de instalar a CPMI no Congresso e a CPI na Câmara. O povo brasileiro merece transparência, investigação rigorosa e responsabilização dos envolvidos”, acrescentou.
Apesar da pressão de aliados do governo, os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não sinalizaram apoio à criação de uma comissão sobre o caso.
Na Câmara, Motta argumenta que há outros requerimentos de CPI aguardando análise. Parlamentares chegaram a recorrer ao STF para tentar obrigar a instalação da comissão, mas o ministro Cristiano Zanin negou, até o momento, um pedido apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
De acordo com a investigação da Polícia Federal, Ciro Nogueira é suspeito de ter atuado em favor do Banco Master durante a tramitação da PEC da autonomia do Banco Central. A PF apura se o senador apresentou uma emenda elaborada pelo próprio banco para ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).