Filipe Barros sobre projeto do FGC e Master: “distorciam”

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O deputado federal Filipe Barros (PL-Paraná) divulgou nota pública hoje (7) após o avanço das investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master e a repercussão envolvendo um projeto apresentado por ele na Câmara dos Deputados sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

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A manifestação ocorreu depois que a Polícia Federal deflagrou a quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A operação teve como um dos alvos políticos o senador Ciro Nogueira.

Segundo a PF, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além do bloqueio de R$ 18,85 milhões em bens e valores.

O eixo político da investigação envolve suspeitas de favorecimento ao Banco Master no Congresso Nacional. Reportagens apontam que investigadores relacionam mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro a uma emenda apresentada por Ciro Nogueira à PEC 65/2023, que elevava para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos.

Meses depois, em novembro de 2024, Filipe Barros apresentou o Projeto de Lei 4395/2024, que também previa elevar o limite de cobertura do FGC para R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ.

Em nota, o deputado rebateu as associações feitas entre o projeto e o caso investigado pela PF.

“Quem ataca um projeto como o que apresentei não está defendendo o cidadão, mas sim protegendo os grandes bancos – que são os principais responsáveis pelo FGC”, afirmou.

Segundo Filipe Barros, o objetivo da proposta era ampliar a proteção ao pequeno e médio investidor diante de possíveis crises no sistema financeiro.

“A proposta visava justamente resguardar o pequeno e médio investidor de escândalos como o do Master, mas, por conta de ilações que distorciam seu propósito, retirei-a de pauta meses atrás”, declarou.

O parlamentar também afirmou ter atuado anteriormente contra operações envolvendo o Banco Master.

“Lembro, também, que, em dezembro de 2024, fui o primeiro parlamentar denunciar para Polícia Federal os negócios escusos do Master com a Reag Investimentos, além de ter sido um dos primeiros a assinar a CPMI do Banco Master”, disse.

Ao final da nota, Filipe Barros fez referência direta ao banqueiro investigado pela PF.

“Quero que Daniel Vorcaro e sua gangue apodreçam na cadeia.”

O projeto de Filipe Barros foi retirado oficialmente da tramitação em fevereiro de 2026, após requerimento apresentado pelo próprio deputado.

A defesa de Ciro Nogueira afirmou que o senador não participou de atividades ilícitas e repudiou associações indevidas ao caso investigado pela Polícia Federal.

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