O Irã reafirmou que só voltará a permitir a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz após o fim da guerra com EUA e Israel e mediante cumprimento de protocolos de segurança definidos pelo regime dos aiatolás.
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As declarações foram divulgadas pela agência iraniana Fars News Agency na manhã desta quarta (29).
Segundo a Fars, o vice-ministro da Defesa iraniano, brigadeiro-general Reza Talaei-Nik, disse que a retomada do tráfego depende de garantias de que a segurança do país não será afetada.
A fala ocorreu durante reunião de ministros da Defesa da Organização para Cooperação de Xangai, em Bishkek, no Quirguistão. Ele afirmou que a liberação do trânsito comercial será discutida após o fim do conflito e sob regras que não comprometam o Irã.
Ormuz é uma das principais rotas globais de petróleo e gás. O fluxo de navios na região segue reduzido em meio a restrições iranianas, bloqueios e ataques recentes a embarcações.
De acordo com o regime iraniano, as medidas são resposta às ofensivas de EUA e Israel iniciadas no fim de fevereiro. Teerã também já indicou que pretende cobrar tarifas de navios que utilizarem a passagem. No mês passado, o Parlamento iraniano aprovou plano de taxação sobre o tráfego no estreito.
Em paralelo, o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, afirmou que o país não considera encerrado o conflito com Estados Unidos e Israel. Disse ainda que eventuais novos ataques terão resposta mais dura e afirmou que a produção de drones foi mantida durante a guerra.
Segundo Akraminia, mais de 170 drones e 16 aeronaves militares foram abatidos por forças iranianas no período de confronto.