O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completou hoje (27) um mês de prisão domiciliar humanitária temporária, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após quadro de broncopneumonia.
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Bolsonaro aguarda decisão do ministro para realização de cirurgia no ombro direito. Aos 71 anos, ele foi diagnosticado com lesão no manguito rotador, conjunto de músculos responsável pela estabilização da articulação.
O pedido para o procedimento foi apresentado pela defesa na última terça-feira (21), com previsão inicial de internação na sexta-feira (24) e cirurgia até sábado (25). Moraes encaminhou a solicitação à Procuradoria-Geral da República, que se manifestou favoravelmente dentro do prazo.
Durante a prisão domiciliar, houve também discussão sobre a inclusão de Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, como cuidador. O pedido foi negado após questionamento sobre qualificação técnica. O acesso ao ex-presidente foi mantido restrito a profissionais de saúde.
A medida de prisão domiciliar tem duração inicial de 90 dias. Ao fim do período, Moraes deverá reavaliar a situação e decidir sobre eventual prorrogação.