O Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou, durante seu 8º Congresso Nacional realizado neste domingo (26), um manifesto que propõe mudanças na estrutura interna da legenda, com foco na renovação de lideranças e na ampliação da participação feminina nos espaços de decisão.
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Entre as principais diretrizes está a criação de um limite para mandatos dentro do partido. Pelo texto, dirigentes poderão ocupar no máximo dois mandatos consecutivos no mesmo cargo e até três participações no total dentro de uma mesma instância partidária. A medida é apresentada como estratégica para promover uma transição geracional considerada necessária pela sigla.
Outro ponto central do documento é a defesa da paridade de gênero. O partido propõe que mulheres ocupem, no mínimo, 50% dos postos de deliberação, reforçando a meta de equilíbrio na composição interna.
O manifesto também estabelece como prioridade política a reeleição do presidente Lula em 2026. Embora não tenha participado presencialmente da abertura do congresso, em razão de recuperação de um procedimento médico, o presidente enviou mensagem em vídeo reafirmando disposição para disputar um novo mandato.
Aprovado por unanimidade, o documento traça ainda diretrizes mais amplas para o partido, incluindo a defesa de um projeto de desenvolvimento com crescimento econômico, distribuição de renda e fortalecimento do papel do Estado. O texto também incorpora propostas de reformas em áreas como política, tributária, administrativa e agrária.
Além disso, o PT sinaliza uma estratégia de ampliação de alianças, buscando diálogo com setores de centro no cenário político nacional. A construção do manifesto envolveu interlocução entre lideranças partidárias e integrantes do governo, com ajustes no conteúdo para evitar pontos considerados sensíveis.
O programa completo da legenda ainda será detalhado nas próximas etapas de discussão interna.