Conhecida nacionalmente após os atos de 8 de janeiro, Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, a “Fátima de Tubarão”, deixou o sistema prisional depois de mais de três anos. A idosa foi beneficiada por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicada na última sexta-feira (24), que autorizou a conversão da pena em prisão domiciliar para um grupo de detentos idosos.
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A saída foi marcada por forte comoção. Ao reencontrar seus advogados, Pedro João de Almeida Neto e Tcharles da Cruz Koch, Fátima demonstrou intensa emoção após o período de reclusão, em um momento descrito como de alívio após anos de prisão.
A decisão de Moraes alcança ao menos 18 condenados pelos episódios de 2023, com idades entre 61 e 74 anos.
Apesar da liberação do regime fechado, os beneficiados seguem submetidos a medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de uso de redes sociais, restrições de contato com outros investigados e impedimento de deixar o país.
Fátima foi condenada a 17 anos de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado, associação criminosa e dano ao patrimônio público. Ela foi identificada em registros feitos durante a invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília, após a eleição do presidente Lula (PT)
O benefício ocorre em meio ao debate no Congresso Nacional sobre a revisão das penas aplicadas aos envolvidos nos atos.
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