A Polícia Federal do Brasil investiga a atuação da consultoria Crédito e Mercado por orientar aportes de institutos de previdência municipais no Banco Master, alvo de investigação por fraudes financeiras.
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Entre os casos analisados está o Instituto de Previdência Municipal de Santo Antônio da Posse (SP), que aplicou R$ 7 milhões em letras financeiras do banco. A operação foi alvo de ação da PF na última semana por suspeita de gestão temerária dos recursos.
A consultoria tem como um dos sócios o advogado Cecílio Galvão, investigado por recebimento de valores ligados ao esquema conhecido como “Farra do INSS”.
Documentos indicam que a empresa firmou contratos com institutos de previdência de diversas cidades, principalmente em São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro.
A Justiça Federal autorizou buscas contra dirigentes do instituto de Santo Antônio da Posse, incluindo o ex-presidente, uma diretora e membros do comitê de investimentos.
A Crédito e Mercado afirmou que “a decisão final de investimento é de responsabilidade exclusiva dos gestores e comitês dos RPPS” e declarou não ter sido notificada formalmente sobre a operação.
O CEO da empresa, Renan Calamia, já foi absolvido em processo relacionado aos aportes no município, mas segue citado em outras investigações.
A PF também apura a atuação da consultoria em outros municípios, incluindo Sebastianópolis do Sul (SP), onde há suspeita de aplicações em fundos ligados ao banco.
Segundo investigadores, as recomendações podem ter colocado em risco a saúde financeira dos regimes próprios de previdência dos servidores.