A Polícia Federal (PF) mapeou três eixos de investigação sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Entenda quais são os eixos expostos pela PF para a CNN:
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O primeiro eixo, conduzido em São Paulo, apura a relação do banco com outros setores financeiros e a evolução patrimonial de Daniel Vorcaro nos últimos seis anos. A investigação aponta que ele atuava como rosto do banco, enquanto outras quatro pessoas estariam por trás da operação.
Segundo a PF, o Master captou recursos milionários com o Fundo Garantidor de Créditos junto a institutos de previdência estaduais e municipais. Investigadores relatam que houve busca ativa por aportes em municípios, incluindo investimentos com recursos de aposentadorias de servidores públicos.
Uma operação recente indicou que o instituto de previdência de Santo Antônio de Posse (SP) aplicou R$ 13 milhões no banco em contexto de gestão temerária.
O segundo eixo, no Distrito Federal, investiga operações entre o Banco de Brasília e o Master, com valores que podem chegar a R$ 12 bilhões. A apuração aponta que o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, teria autorizado aportes com recursos de servidores em troca de propina.
Costa foi preso preventivamente. A PF afirma que ele teria recebido R$ 150 milhões em imóveis de luxo. Mensagens entre ele e Vorcaro foram apreendidas e indicam negociações.
O terceiro eixo reúne investigações derivadas, incluindo casos com pessoas com foro privilegiado. Entre os pontos apurados estão a contratação de influenciadores digitais para defender o Master e atacar o Banco Central do Brasil, além do vazamento de mensagens entre Vorcaro e Martha Graeff.
Apesar da divisão em frentes, as investigações compartilham provas entre Brasília e São Paulo. Parte dos materiais apreendidos, incluindo celulares, ainda aguarda análise.