Malafaia chama de “perseguição política” processo no STF

O pastor Silas Malafaia afirmou, nesta sexta-feira (17), que o processo no qual pode se tornar réu no Supremo Tribunal Federal (STF) representa “a maior vergonha de perseguição política”. A declaração foi dada em entrevista a este site e ocorre dias antes do julgamento marcado para 28 de abril, quando a Corte analisará a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

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“Isso é a maior vergonha de perseguição política. É fácil provar. Preste atenção: a minha fala numa manifestação pública é uma fala genérica. Eu não cito o nome de ninguém, não individualizo ninguém”, disse o pastor.

Malafaia é acusado de injúria, calúnia e difamação contra integrantes do Alto Comando do Exército, após declarações feitas em abril de 2025, durante um ato na Avenida Paulista, em São Paulo. Na ocasião, ele criticou generais de quatro estrelas ao comentar a prisão do ex-ministro Walter Braga Netto.

Na entrevista, o pastor reiterou o teor das críticas e sustentou que exerceu o direito à liberdade de expressão.

“Eu disse no dia 6 de abril de 2025 que os generais de quatro estrelas do Exército são frouxos porque se calaram com a prisão injusta e vergonhosa de Braga Netto”, afirmou.

Ele também direcionou críticas ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso.

“O que o procurador fez? Tudo combinadinho, ele é capacho de Alexandre Moraes. Mandou para Alexandre Moraes com o argumento de que ele comanda o inquérito das fake news”, declarou.

Malafaia voltou a questionar a legalidade do inquérito.

“É um inquérito imoral, ilegal, que está há sete anos aberto. Alexandre de Moraes transformou opinião em crime para promover perseguição. Esse é o inquérito do fim do mundo, eterno e universal para fazer perseguição”.

O pastor também contestou a competência do STF para julgar o caso, alegando não possuir foro privilegiado.

“Eu não tenho foro no Supremo nem prerrogativa de função. Vai lá no artigo 102 da Constituição. Eu tenho direito ao duplo grau de jurisdição”, afirmou.

Segundo ele, mesmo que houvesse questionamento jurídico, o processo deveria tramitar em instâncias inferiores.

Malafaia ainda classificou a atuação do Judiciário como excessiva e mencionou críticas de juristas.

“Nós estamos vivendo uma juristocracia e não uma democracia. O ativismo do Judiciário é uma vergonha”, declarou, citando o constitucionalista Manoel Gonçalves Ferreira Filho.

Ele também afirmou que vem sendo alvo por suas posições políticas nos últimos anos.

O julgamento no STF irá analisar, nesta fase, apenas se há elementos suficientes para abertura de ação penal. Caso a maioria dos ministros aceite a denúncia, Malafaia passará à condição de réu.



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