A Caixa Econômica Federal informou ao Tribunal de Contas da União (TCU) que decidiu não prosseguir com a aquisição de carteiras de crédito do Banco de Brasília, após a realização de análises internas de risco. A decisão foi formalizada em documento enviado à Corte de Contas. As informações são do portal Metrópoles.
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Segundo a instituição, as tratativas tiveram início após manifestação de interesse do próprio BRB, que buscava negociar direitos creditórios — valores a receber — com desconto, em meio aos impactos da crise envolvendo o Banco Master.
A Caixa explicou que chegou a abrir um processo de diligência prévia, conhecido como due diligence, para avaliar a viabilidade da operação. No entanto, após a análise, optou por não dar continuidade às negociações.
No mesmo posicionamento, o banco público também afastou qualquer possibilidade de assumir o controle do BRB. A chamada “federalização” vinha sendo cogitada nos bastidores como alternativa diante das dificuldades financeiras enfrentadas pela instituição, mas foi classificada como uma operação de alto risco.
A manifestação foi encaminhada ao TCU a pedido do ministro Bruno Dantas, relator do caso, que solicitou esclarecimentos a diferentes órgãos federais sobre eventuais medidas envolvendo o BRB.
O processo teve origem em provocação do subprocurador-geral Lucas Furtado, que levou o tema à Corte em meio às discussões sobre possíveis soluções para a crise financeira e reputacional do banco.
Outras instituições também se manifestaram. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que não realizou estudos sobre eventual federalização e destacou que suas diretrizes não permitem apoio direto a bancos e instituições financeiras desse tipo.
Já a Caixa reiterou que mantém colaboração contínua com o TCU e que, até o momento, não há interesse ou estudos em andamento para qualquer operação societária envolvendo o BRB.