Justiça bloqueia R$ 376 mi em ações do BRB ligadas ao Master e Reag

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A Justiça do DF determinou o bloqueio e o arresto de ações do Banco de Brasília (BRB) pertencentes a investigados na Operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

A decisão liminar foi proferida pela 13ª Vara Cível do DF, após pedido do próprio BRB, e atinge participações avaliadas em cerca de R$ 376,4 milhões. A medida impede a alienação dos ativos.

Embora o processo tramite sob sigilo, o banco informou o ajuizamento do pedido por meio de fato relevante divulgado na noite de ontem (26).

O bloqueio alcança ações vinculadas a pessoas físicas e fundos de investimento, como Deneb FIP Multiestratégia, Borneo FIP, Siracusa Fundo de Investimento, Delta Fundo de Investimento e Asterope Fundo de Investimento, além das empresas Blue Solutions Asset Management e Casamata Administração e Participações.

De acordo com o site Metrópoles, Daniel Vorcaro; o ex-sócio dele no banco Maurício Quadrado; o investidor Nelson Tanure; e o fundador da Reag, João Carlos Mansur, tornaram-se sócios do BRB após adquirirem ações por meio de terceiros.

Com as aquisições, os grupos Master e Reag passaram a deter cerca de 25% do capital do banco público do DF.

A participação foi consolidada após aumento de capital aprovado pelo Conselho de Administração do BRB, em julho de 2024, com emissão de 124 milhões de novas ações. O total de papéis chegou a 486 milhões.

Fundos e pessoas ligadas ao Master e à Reag adquiriram 33% das ações preferenciais e 11% das ordinárias, formando o 2º maior bloco acionário do banco, atrás apenas do Governo do DF, que detém 48,3% das preferenciais e 56% das ordinárias.

As ações foram vendidas a R$ 8,45, embora estivessem cotadas a R$ 9,95 na época, o que gerou impacto estimado em R$ 107 milhões ao BRB.

Entre os principais investidores estavam o Will Bank, do conglomerado Master, com 13,2% das preferenciais; João Carlos Mansur, com 12,2%; o Borneo FIP, com 7,9%; e Daniel Vorcaro, por meio da holding Titan.

Meses após a operação, Master e Reag foram alvo de ações da PF na Compliance Zero e acabaram liquidados pelo Banco Central (BC).

Em nota encaminhada a este site, a defesa de Tanure afirmou que o empresário “não é acionista e jamais estabeleceu qualquer modalidade de relacionamento societário com o BANCO MASTER, do qual foi apenas cliente nos últimos anos, nas mesmas condições em que foi e segue sendo atendido por outras instituições financeiras no mercado”.

O empresário, ainda segundo a defesa, “jamais foi cotista de fundo de investimento que tenha de alguma forma aquirido qualquer ação ou ativo do BANCO BRB, com o qual jamais estabeleceu qualquer modalidade de relacionamento ou contato”.

“O empresário NELSON SEQUEIROS RODRIGUEZ TANURE enfatiza, por fim, que não tem conhecimento de nenhuma decisão judicial sobre o tema veiculado pela matéria, de modo que lamenta a citação de seu nome num contexto meramente especulativo”, conclui a nota.



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