A Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode evoluir para eventos graves, incluindo “morte súbita”, caso não sejam mantidas medidas médicas contínuas.
Em um trecho do documento, há uma pergunta e resposta:
“A não observância das medidas médicas descritas pode acarretar risco de complicações graves como pneumonia aspirativa, insuficiência respiratória, AVC, insuficiência renal, quedas com traumatismo craniano, ou morte súbita?
Resposta: Sim.”
O documento afirma que a não observância dos cuidados prescritos pode causar “pneumonia aspirativa, insuficiência respiratória, AVC, insuficiência renal, quedas com traumatismo craniano, ou morte súbita”.
A perícia aponta que a permanência na unidade prisional é possível desde que haja acompanhamento clínico diário, controle rigoroso da pressão arterial, hidratação adequada, administração regular de medicamentos e acesso imediato a exames e atendimento médico.
Quadro clínico
O laudo descreve um quadro de “multimorbidade”, caracterizado por várias doenças crônicas simultâneas. Entre elas estão apneia obstrutiva do sono grave, hipertensão arterial, doença aterosclerótica, insuficiência renal limítrofe e sequelas de cirurgias abdominais, como aderências intestinais e esofagite erosiva. O documento também cita sobrepeso e sintomas compatíveis com transtorno depressivo.
A perícia ainda aponta possíveis deficiências nutricionais e efeitos da polifarmácia — uso simultâneo de diversos medicamentos — como fatores que aumentam a vulnerabilidade clínica.