Liquidação impediu devolução dos 12 bi ao BRB, diz Vorcaro

CPMI do INSS aprova convocação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, alvo de investigação por fraudes no crédito consignado

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou à Polícia Federal (PF) que a instituição não dispunha de liquidez imediata para devolver integralmente os valores pagos pelo Banco de Brasília (BRB) na operação envolvendo carteiras da Tirreno.

A declaração foi feita durante acareação com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em 30 de dezembro, no curso das investigações sobre supostas irregularidades nas transações entre os dois bancos.

Segundo Vorcaro, o Master foi surpreendido pela necessidade de desfazer a operação em um curto intervalo de tempo e com montante elevado.

“O que aconteceu foi que a gente realmente foi pego de surpresa na questão de um desfazimento num volume grande”, afirmou.

O banqueiro disse que, mesmo diante de dificuldades, o banco manteve suas operações e atendeu pedidos de resgate até a véspera da liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central.

“Entre março e novembro, a gente deu resgate de quase R$ 10 bilhões para clientes, para investidores que resgataram do banco. Ou seja, o banco estava operacional”, declarou.

Durante a acareação, investigadores questionaram o destino dos recursos pagos pelo BRB, já que Vorcaro afirmou que não houve pagamento à Tirreno. Em resposta, ele sustentou que a limitação de caixa é uma característica do sistema financeiro.

“Nenhum banco tem disponível a liquidez de todas as contas ou todos os investimentos que tem ali de forma imediata”, disse.

A delegada da PF Janaína Palazzo observou que, nessas condições, o Master também não teria como reservar valores para uma devolução integral ao BRB. “Então, da mesma forma que o senhor não reservou o dinheiro para pagar [a Tirreno], não teria como fazer esse pagamento para o BRB”, afirmou.

Vorcaro respondeu que, até o dia 17 de novembro, a instituição honrou compromissos, ainda que com restrições e planejamento.

“A gente honrou todos os pagamentos, todos os resgates do banco, óbvio, com dificuldade, com planejamento, porque a gente estava vivendo um momento ali de crise de liquidez”, disse. Segundo ele, havia expectativa de cumprir a operação por meio da venda de ativos.

Paulo Henrique Costa afirmou que a devolução poderia ocorrer por alternativas à transferência em dinheiro. “Você pode dar um ativo em pagamento. O Master poderia cumprir a obrigação dele com a entrega do próprio crédito, sem movimentação financeira”, declarou.

Fontes – Link Original

Classificado como 5 de 5

Compartilhe nas suas Redes Sociais

Facebook
Twitter
WhatsApp

Parceiros TV Florida

TV Florida USA – A sua TV Brasileira nos Estados Unidos

Registre-se

Registre-se para receber atualizações e conteúdo exclusivo para assinantes

Entretenimento

Noticias Recentes

@2025 TV FLORIDA USA