O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (30) que sua decisão de disputar a reeleição em 2026 é pessoal e não representa submissão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A declaração foi dada após críticas públicas do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que defendeu que o governador demonstre gratidão ao padrinho político sem abrir mão de autonomia.
Durante a entrega da reforma da estação Júlio Prestes, no centro da capital paulista, Tarcísio disse que o apoio a Bolsonaro se baseia em valores pessoais e lealdade política, e não em alinhamento automático.
“Sou uma pessoa de valores, então sempre vou ser grato a quem me estendeu a mão e me abriu as portas”, afirmou.
Segundo ele, estar ao lado de aliados em momentos difíceis não pode ser confundido com subordinação.
“Isso não tem absolutamente nada a ver com submissão.”
A fala ocorre um dia após Kassab declarar, em entrevista ao UOL, que “uma coisa é gratidão, reconhecimento, lealdade; outra coisa é submissão”.
A avaliação repercutiu entre aliados do governo paulista, especialmente porque o dirigente do PSD foi um dos principais articuladores da candidatura de Tarcísio em 2022.
Tarcísio reforçou que sua opção por permanecer no Palácio dos Bandeirantes já vinha sendo anunciada desde o início do mandato.
Na quinta-feira (29), o governador visitou Jair Bolsonaro na unidade conhecida como “Papudinha”, em Brasília, onde o ex-presidente está preso. Após o encontro, voltou a descartar uma candidatura ao Planalto e declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a disputa presidencial.