Reprodução/Instagram
Era começo de outubro quando um grupo de promotores e procuradores brasileiros encontrou o procurador nacional antimáfia italiano, Giovanni Melillo, em Foz do Iguaçu (PR). Dias depois, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, desembarcou em Roma para conversar com os colegas italianos.
Gonet foi ao presídio onde está o mafioso
Vincenzo Pasquino, que decidiu colaborar com as autoridades italianas nas investigações acerca das ligações transatlânticas entre o PCC e o CV com a ‘Ndrangheta, a máfia da Calábria, no sul da Itália.
Na Itália, autoridades brasileiras não buscavam só a delação premiada de Pasquino, mas também das provas obtidas durante a Operação Eureka, uma das maiores ações contra o crime organizado no mundo, que levou à decretação da prisão ou de medidas restritivas contra 108 acusados de pertencer às ndrine (clãs mafiosos) da Calábria.
No Brasil, a operação permitiu a prisão de Pasquino ao lado do chefão da ‘Ndrangheta Rocco Morabito. Os dois foram presos em 24 de maio de 2021 em João Pessoa, na Paraíba, em uma operação conjunta da PF com a polícia italiana, e depois extraditados para o país europeu. A reportagem não localizou as defesas de Pasquino e Morabito.
Acusado de associação mafiosa por ligações com o ‘Ndrangheta de Volpiano, Pasquino estava foragido da Itália desde 2019. Ele era o principal intermediário da droga enviada da América do Sul para a Europa e estava ligado a Morabito – apontado como “promotor, dirigente, organizador e financiador” da operação da máfia no Brasil.
Fonte: Estadão

