O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (4) manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. A decisão foi unânime e preserva o patamar dos juros básicos da economia, utilizados pela autoridade monetária como principal instrumento para controlar a inflação.
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No comunicado, o colegiado afirmou que a manutenção da taxa é compatível com a estratégia de levar a inflação para próximo da meta ao longo do horizonte relevante. O Copom também destacou que a política monetária deve contribuir para suavizar as oscilações da atividade econômica e favorecer o pleno emprego, sem deixar de priorizar a estabilidade dos preços.
A decisão ocorre em um cenário de revisão das projeções do mercado financeiro após a confirmação da reeleição do presidente Lula (PT). As expectativas passaram a apontar inflação mais alta, crescimento econômico menor e dólar em patamar mais elevado. Também houve aumento das estimativas para a trajetória dos juros.
A Selic influencia o custo do crédito, o consumo e os investimentos. Em geral, juros mais altos encarecem empréstimos e financiamentos e tendem a reduzir a demanda, contribuindo para conter a pressão sobre os preços. A política monetária, porém, demora a produzir efeitos completos sobre a economia.
O Banco Central toma suas decisões com base no regime de metas de inflação. Desde o início de 2025, a meta central é de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Por isso, o Copom considera principalmente as projeções para os próximos anos, e não apenas os índices de inflação já divulgados.
No cenário avaliado nesta reunião, o segundo trimestre de 2028 é apontado como horizonte relevante para as projeções da autoridade monetária. O comitê também acompanha estimativas próprias e expectativas coletadas junto ao mercado.
Com a taxa nominal em 13,75% ao ano, o Brasil aparece na primeira posição de um levantamento internacional que compara os juros reais de 40 países. Nesse cálculo, que desconta a inflação projetada para os 12 meses seguintes, a taxa brasileira é estimada em 8,45%, à frente da Rússia, com 6,79%.
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