“Prostitutas também merecem champanhe”, ironiza Lulinha

Diálogos entre Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Ribeiro, então chefe de gabinete de Lula

Mensagens atribuídas a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, mostram uma conversa com a empresária Roberta Luchsinger sobre um episódio envolvendo o então ministro das Comunicações, Juscelino Filho, em uma festa no hotel Palácio Tangará, em São Paulo. No diálogo, registrado em agosto de 2023, o filho do presidente Lula ironiza o relato de uma suposta confraternização com mulheres, bebidas e a possibilidade de uma festa sexual em uma suíte do estabelecimento. As informações são do portal Metrópoles.

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Na conversa, Roberta afirma ter encontrado Juscelino, o então presidente da Telebras, Frederico de Siqueira Filho, conhecido como Fred, e o secretário-executivo do Ministério das Comunicações em um elevador do hotel. Segundo ela, o grupo estava acompanhado por cinco mulheres.

“Uma mesa regada a putaria e bebida”, escreveu a empresária. Lulinha respondeu: “Nussa… os caras são lokos”.

Em seguida, Roberta afirmou que as mulheres estavam bebendo champanhe e que o grupo subiria para uma suíte. Ao comentar o episódio, o filho do presidente ironizou: “Tadinha… elas tb merecem… puta só pode beber campari agora”.

O conteúdo das mensagens apresenta o relato feito por Roberta, mas não comprova, por si só, que o encontro tenha ocorrido exatamente da maneira descrita.

A conversa também inclui referências ao uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) por Juscelino Filho. Roberta atribui a Gustavo Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), a informação de que o então ministro utilizaria os voos para viagens de lazer. “Voo FAB, vem jogar e fazer putaria”, escreveu. Lulinha respondeu: “Esse moço sabe ser feliz”.

Diálogo entre Lulinha e Roberta Luchsinger. Foto: Reprodução/ Metrópoles.

As mensagens fazem parte do material extraído dos celulares de Roberta, que, assim como Lulinha, é investigada pela Polícia Federal em apurações relacionadas a suspeitas de tráfico de influência e fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

A defesa de Lulinha contesta a autenticidade das conversas e afirma que ele não praticou irregularidades. O filho do presidente também se colocou à disposição das autoridades.

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