Polícial interrompe ao vivo e constrange jornalista Câmara

A jornalista Déborah Sena, da rádio AuriVerde Brasil, foi abordada por um policial legislativo da Câmara dos Deputados na manhã desta sexta-feira (30), enquanto realizava uma transmissão ao vivo na área externa do Anexo IV, em Brasília. A intervenção ocorreu durante uma entrevista com o deputado federal Sanderson (PL-RS), conduzida pelo jornalista Alexandre Pittoli.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Segundo Déborah, ela chegou ao local por volta das 8h30 e trabalhava na área havia aproximadamente duas horas e meia quando uma viatura com dois policiais armados se aproximou. Um dos agentes interrompeu a transmissão para questionar se a profissional tinha autorização para permanecer no espaço e cobrar o uso visível do crachá de identificação.

A jornalista afirmou que pediu ao policial que aguardasse o encerramento da participação ao vivo, mas não foi atendida. Durante a abordagem, o agente teria inspecionado seus equipamentos e conferido as credenciais que ela carregava.

“Eu não questiono protocolo de segurança. Mas não posso aceitar que o corpo de funcionários da Câmara troque a sua própria inércia por intimidação à imprensa durante o exercício do trabalho”, declarou Déborah.

Em outro relato, a profissional afirmou que se sentiu constrangida com a maneira como foi abordada. Ela também criticou a interrupção de uma atividade jornalística que estava sendo transmitida ao público.

Após o episódio, Déborah procurou funcionárias do setor administrativo da Câmara para pedir esclarecimentos. Segundo a jornalista, as servidoras disseram que haviam tentado estabelecer contato com ela, mas a abordagem ocorreu justamente enquanto participava da transmissão.

O caso motivou uma manifestação da Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados (AJOIA Brasil). Em nota divulgada nesta sexta-feira, a entidade repudiou a abordagem e cobrou explicações públicas dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre quem determinou a intervenção e qual fundamento justificou a medida.

A associação também manifestou solidariedade à jornalista e à emissora. “JORNALISMO NÃO É CRIME! QUESTIONAR O PODER NÃO É DESOBEDIÊNCIA! INFORMAR NÃO É UMA CONCESSÃO DAS AUTORIDADES!”, afirmou no comunicado.

A presidência da Câmara informou que abriu um procedimento interno para apurar a conduta dos agentes envolvidos.

ASSISTA AO MOMENTO:

Sua opinião sobre esta matéria importa.



Fontes – Link Original

Classificado como 5 de 5

Compartilhe nas suas Redes Sociais

Facebook
Twitter
WhatsApp

Parceiros TV Florida