O jornalista Cláudio Dantas afirmou nesta segunda-feira (12), durante o programa Alive, no YouTube, que milhares de perfis estariam fazendo campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atacando o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, um levantamento sobre essas contas está em fase de conclusão. Dantas também acusou setores da imprensa de tentar colocar sob suspeita o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques.
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“Tem milhares de perfis fazendo campanha para o Lula e atacando o Flávio Bolsonaro, e isso tudo é ilegal”, declarou. O jornalista afirmou que a cobertura sobre a decisão de Nunes Marques de suspender o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, busca questionar a atuação do ministro.
Para Dantas, haveria uma ofensiva para afastar Nunes Marques e André Mendonça de posições estratégicas na Justiça Eleitoral. Ele relacionou essa movimentação à disputa presidencial e disse que, na avaliação dele, o objetivo seria influenciar a condução do TSE na reta final da eleição.
“Eles querem afastar o Nunes Marques e querem afastar o André Mendonça também do TSE, para assumirem o TSE nessa reta final”, afirmou.
O jornalista também criticou a reversão da decisão que havia determinado a remoção do canal de apoiadores de Lula. A ordem de Nunes Marques foi posteriormente revertida pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que manteve o grupo no ar e encaminhou o caso ao plenário do tribunal.
Dantas contestou a interpretação de que Nunes Marques teria atropelado Cueva ao tomar a decisão inicial. Ele defendeu que a atuação dos ministros seja analisada a partir das competências de cada um e disse esperar que Nunes Marques reverta a decisão que restabeleceu o canal.
“Não é possível que um ministro, que é o corregedor, anule uma decisão tomada pelo presidente do TSE”, declarou.
Críticas à condução do caso Banco Master
Durante o programa, Dantas também questionou a situação processual de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e afirmou que a defesa enfrenta dificuldades para apresentar petições após mudanças na condução do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o jornalista, ele conversou com o advogado Daniel Bialski sobre o andamento do processo. Dantas relatou que o defensor descreveu a situação como um “limbo”, porque não haveria clareza sobre a quem direcionar as petições após alterações na relatoria.
O jornalista também criticou a reação à reportagem da revista Veja sobre um áudio atribuído a Vorcaro. Na avaliação de Dantas, o foco deveria estar na apuração do conteúdo e das denúncias mencionadas na gravação, e não na investigação dos profissionais responsáveis pela publicação.
Ele destacou que houve versões divergentes sobre a autenticidade do áudio. De acordo com o relato apresentado por Dantas, enquanto um advogado teria contestado a gravação, Bialski teria confirmado sua autenticidade. A confirmação da voz, por si só, não comprova o conteúdo das alegações atribuídas ao áudio.
Dantas ainda relacionou o debate à investigação envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Ele levantou a hipótese de que mudanças na condução dos processos poderiam retirar casos da esfera de atuação de André Mendonça. As afirmações foram apresentadas pelo jornalista durante o programa.
Jornalista critica pressão sobre ministros
Dantas afirmou que a pressão pública sobre decisões judiciais pode constranger ministros e afetar sua atuação. Para ele, a contestação da decisão de Nunes Marques faz parte de uma ofensiva mais ampla contra magistrados que, segundo sua avaliação, não estariam alinhados a determinados interesses políticos.
O jornalista também atribuiu ao ministro Gilmar Mendes participação na criação de conflitos institucionais. Ao criticar a disputa em torno da decisão sobre o canal de WhatsApp, Dantas ironizou a situação do tribunal: “Virou uma zona o TSE. Casa da mãe Joana, ou melhor, casa da mãe Gilmar”.
Ao encerrar sua avaliação, Dantas comparou as críticas feitas por manifestantes na Avenida Paulista às decisões das instituições com o que considera uma atuação de ministros que comprometeria o funcionamento do sistema jurídico.
“Você tem um ministro do Supremo subvertendo o sistema jurídico. Isso é muito, muito, muito grave”, afirmou.
