Urgente: Cezinha de Madureira é alvo de operação da PF

O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) é alvo de operação da Polícia Federal (PF) nesta manhã (14), que investiga a possível prática dos crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro em tratativas envolvendo processos que tramitam em tribunais superiores.

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A PF cumpre quatro mandados de busca e apreensão no DF e em São Paulo (SP). As medidas foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.

A ação de hoje, terceira fase da “Operação Transparência”, é “desdobramento de investigação iniciada em dezembro de 2025 para apurar irregularidades na destinação de emendas parlamentares”.

Segundo a corporação, as investigações apontam que “integrantes do grupo teriam negociado com terceiros o pagamento de valores expressivos, condicionados ao resultado de processos em curso, a pretexto de influir em decisões judiciais”.

“Não há elementos que indiquem a participação de integrantes do Poder Judiciário nos fatos apurados”, de acordo com a PF.

Madureira e Mendonça

O parlamentar é aliado de André Mendonça, também ministro da Corte. Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, relacionadas ao advogado Ciro Soares, apontam que Madureira teria supostamente intermediado um encontro entre o banqueiro e o ministro. O magistrado negou qualquer ilegalidade na conversa, e ela aconteceu antes de ele assumir a relatoria do caso Master.

Nos últimos dias, Dino e Mendonça protagonizaram um embate envolvendo a Polícia Federal (PF). Na terça (08), Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da corporação Andrei Rodrigues. Segundo o ministro, a cúpula da PF promoveu monitoramento ilegal e “arapongagem” contra ele e contra o AGU, Jorge Messias, por meio da produção de dossiês que posteriormente embasaram medidas de Alexandre de Moraes contra o colega.

Mendonça levou a decisão para análise da Segunda Turma do STF em sessão virtual. O colegiado formou maioria de três votos para manter os afastamentos, mas o julgamento foi suspenso após pedido de vista de Gilmar Mendes.

Na quarta (09), Flávio Dino reverteu o afastamento de Andrei, fazendo acusações infundadas contra Mendonça, após pedido apresentado pelo próprio diretor-geral da PF. No mesmo dia, Edson Fachin, presidente do Supremo, suspendeu as duas decisões e manteve Andrei no cargo, por enquanto.



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