Durante o programa ALive desta segunda-feira (07), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o analista de segurança internacional Marcos Degaut estão elaborando um projeto nacional para um eventual governo de Flávio, com foco no fortalecimento da política externa brasileira, prejudicada pelos governos petistas ao longo dos anos.
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De acordo com Degaut, os problemas da política externa brasileira “não são resultados apenas de ausência de prioridades claras, de seleção inadequada de aliados” ou “de falta de um projeto nacional”, mas também da falta do Brasil, com Lula, de “pensar estrategicamente”.
“Sob Lula, o Brasil perdeu completamente a capacidade de pensar de maneira estratégica”, criticou Degaut, complementando que o Brasil precisa de melhorias na área da defesa, na área comercial, na área econômica, na área de investimentos, na área de infraestrutura.
“É preciso reconquistar essa capacidade de formular [projetos de país”, disse o analista. “Para reconquistar essa capacidade de formular políticas com autonomia estratégica, é preciso também uma reforma daquele órgão que está destinado a ser o principal executor da política externa”.
Ele e Eduardo chegaram ao “diagnóstico” de que o Itamaraty “precisa de uma reforma funcional, uma reforma organizacional, uma reforma administrativa e profissional”: “Coloca-se nesse projeto exatamente uma coisa que nunca foi feita antes, que é você colocar exatamente quais são os interesses estratégicos concretos do Brasil, como isso impacta o cidadão, como isso impacta o produtor, como isso impacta o industrial, como isso impacta a defesa”.
Segundo ele, mais detalhes não vão vir a público no momento e que ele faz uma coisa nunca antes feita no país, que é “colocar uma grande estratégia de ação, com base em um planejamento estratégico de longo prazo” em prol do Brasil: “Claro, sempre tendo em mente como isso impacta o cidadão”.
“O projeto está pronto, a cada dia ele é aperfeiçoado, não é um projeto que começou hoje, não é um projeto que começou ontem, eu tenho discutido esse tema com o Eduardo há muito tempo, há pessoas colaborando, pessoas que compartilham essa visão acerca desse diagnóstico, acerca das propostas que precisam ser levadas a cabo, e é realmente um projeto robusto, de substância”, afirmou Degaut.
Ainda de acordo com o analista, o projeto “realmente tem o condão de elevar o patamar das prioridades estratégicas do Brasil”: “Não só na área de política externa, mas naquelas áreas que são afetas diretamente à política externa. Não existe política externa sem defesa, não existe política externa sem comércio, sem investimentos”.
“A diplomacia brasileira, ela, historicamente, ela foi um dos vetores do desenvolvimento nacional. Hoje, a diplomacia do Lula é motivo de vergonha, de chacota”, finalizou Degaut.
