O advogado-geral da União, Jorge Messias, publicou, nesta segunda-feira (7), nas redes sociais uma manifestação sobre sua atuação à frente da AGU acompanhada de uma imagem produzida com inteligência artificial que apresenta erros visuais no escudo utilizado na composição. O recurso chamou atenção justamente pelas inconsistências em elementos que deveriam representar símbolos oficiais.
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Na publicação, Messias afirmou que decidiu se manifestar diante de “diversas interpretações sobre meus recentes posicionamentos institucionais”. Sem mencionar diretamente a Polícia Federal (PF), o advogado-geral disse que a atuação pública deve seguir critérios técnicos e constitucionais, sem influência de relações pessoais.
“Questões de Estado devem ser tratadas à altura dos mandamentos constitucionais, com impessoalidade, fundamento técnico e transparência. A função pública jamais deve se orientar por amizades, afinidades ou circunstâncias pessoais, mas pela Constituição e pelas regras da República”, escreveu.
A declaração ocorre após a AGU rejeitar pedidos relacionados às operações Compliance Zero e Sem Desconto. O órgão alegou que não possui competência constitucional ou legal para adotar as medidas solicitadas e sustentou que a decisão foi baseada em critérios técnicos e jurídicos.
Messias também afirmou que a relação entre instituições deve ocorrer dentro das atribuições previstas em lei. “Instituições dialogam com instituições, e o fazem às claras, nos limites de suas competências e com respeito à independência e à harmonia entre os Poderes”, declarou.
No mesmo posicionamento, o chefe da AGU afirmou ter respaldo do presidente Lula (PT) para exercer suas funções com independência técnica.
“Tenho de Sua Excelência o necessário respaldo para executar minhas atribuições, com independência técnica, rigor jurídico e absoluta fidelidade à Constituição. Nada mais, nada menos. É assim que seguirei honrando o encargo que me foi confiado”, afirmou.
A manifestação ocorre em meio à crise institucional envolvendo as investigações relacionadas ao Banco Master e aos questionamentos sobre a atuação de diferentes órgãos públicos no caso.
CONFIRA A PUBLICAÇÃO:
https://www.instagram.com/p/Dc92d0stApv/?stkn=cGJqeHJndGxkaXU3
