Corrupção é principal fator de veto ao voto, aponta Quaest

A corrupção é o principal fator capaz de afastar o eleitor de um candidato à Presidência da República, segundo recorte da pesquisa Quaest divulgado neste domingo (6). Para 40% dos entrevistados, o envolvimento em casos de corrupção seria motivo para não votar “de jeito nenhum” em um candidato.

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A defesa da democracia aparece na segunda posição, com 21%, seguida pela falta de firmeza no combate à violência e ao crime, citada por 13%.

Quando a pergunta trata dos atributos que mais pesam positivamente na escolha do candidato, a ausência de envolvimento com corrupção também lidera, com 31%. Em seguida, 28% apontam o compromisso com a democracia e 15% destacam uma postura dura contra a violência e a criminalidade.

A experiência política aparece com 9%, enquanto ser religioso foi citado por 4%. Ser crítico ao Supremo Tribunal Federal (STF) aparece apenas na sétima posição, com 2%. Já ser aliado do STF foi mencionado por 0% dos entrevistados.

Diferenças entre lulistas e bolsonaristas

A pesquisa mostra diferenças de acordo com o posicionamento político dos entrevistados. Entre os eleitores que se identificam como lulistas, o compromisso com a democracia é o atributo mais valorizado, citado por 29%. Entre os bolsonaristas, a prioridade é não ter envolvimento com corrupção, apontada por 41%.

No grupo dos independentes, 33% consideram a ausência de envolvimento com corrupção a característica mais importante para escolher um candidato. Outros 26% apontam o compromisso com a democracia.

Na avaliação sobre os motivos para rejeitar um candidato, entretanto, a corrupção permanece como principal fator entre diferentes segmentos do eleitorado.

Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, o tema funciona principalmente como um critério de veto. A percepção de que a corrupção é um fator grave é disseminada entre os eleitores, embora haja divergências sobre quais políticos estão associados a casos específicos.

Dados da pesquisa

A Quaest entrevistou 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em todo o país entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento foi contratado por O Globo e pela TV Globo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026.



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