Transparência Internacional pede afastamento de Moraes

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A Transparência Internacional – Brasil defendeu nesta sexta-feira (4) o afastamento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes diante da crise institucional provocada pelas revelações envolvendo o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

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Em nota, a organização classificou Moraes como “um risco institucional” e um elemento “desestabilizador”. Para a entidade, a permanência do ministro no cargo durante as investigações pode comprometer a apuração dos fatos e ampliar a tensão entre as instituições.

A Transparência Internacional citou as revelações sobre a relação entre Moraes e Vorcaro e criticou a iniciativa do ministro de pedir uma investigação contra o colega André Mendonça, responsável por retirar o sigilo de documentos da Polícia Federal que trouxeram as mensagens atribuídas ao ex-banqueiro.

Segundo a organização, Moraes estaria diante de “gravíssimos indícios de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça”. A entidade também classificou como “retaliação autoritária” a reação do ministro após a divulgação dos documentos.

Para a Transparência Internacional, o afastamento seria necessário para reduzir o risco de interferência nas apurações.

“O ministro Moraes deve ser afastado de suas funções para que as investigações possam ser conduzidas sem riscos de interferência e sem que a crise escale ao ponto de uma ruptura institucional”, afirmou a entidade.

A organização defendeu ainda que outras autoridades eventualmente envolvidas nos fatos ou que estejam, segundo sua avaliação, dificultando os mecanismos de responsabilização também sejam afastadas e investigadas.

Críticas a Gonet e Alcolumbre

A nota também direcionou críticas ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Na avaliação da entidade, caso as vias institucionais de responsabilização estejam sendo bloqueadas, caberia ao STF, ao Senado e ao Conselho Superior do Ministério Público Federal atuar para garantir o funcionamento dos mecanismos previstos na Constituição.

A Transparência Internacional defendeu que as investigações relacionadas ao Banco Master sejam conduzidas de maneira coordenada entre os órgãos responsáveis pela investigação, acusação e julgamento, respeitando as competências de cada instituição.

Para a organização, a transparência dos procedimentos é fundamental para evitar que disputas políticas, desinformação ou interferências comprometam futuras responsabilizações.

A entidade afirma que a crise ultrapassa o caso específico do Banco Master e pode atingir a própria estabilidade das instituições brasileiras. Segundo a nota, a escalada dos conflitos entre autoridades pode produzir uma ruptura na cúpula do sistema de Justiça e afetar a confiança da população nas instituições.



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