Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (3), uma nova rodada de sanções contra Cuba. Entre os alvos está Fidel Ernesto Castro Calis, neto do ex-presidente cubano Raúl Castro. O pacote também inclui o Banco Exterior de Cuba e outras quatro entidades que, segundo o governo norte-americano, atuam na exploração de recursos naturais e reservas de energia em benefício do regime cubano.
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As medidas foram anunciadas pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Em comunicado, ele afirmou que a iniciativa faz parte da estratégia do governo de Donald Trump para pressionar o regime de Havana.
“Essas designações refletem a visão inabalável do presidente Trump de uma Cuba livre”, declarou Rubio.
Segundo o secretário, a política norte-americana busca enfraquecer estruturas financeiras e mecanismos de poder associados ao regime da família Castro.
A inclusão de Fidel Ernesto Castro Calis amplia a lista de integrantes da elite política cubana atingidos pelas sanções de Washington. O neto de Raúl Castro é filho de Alejandro Castro Espín, general de brigada e integrante de destaque do regime cubano que também foi sancionado recentemente pelos Estados Unidos.
Além das sanções financeiras, Fidel Ernesto Castro Calis é citado em processos judiciais nos Estados Unidos relacionados à derrubada de dois aviões de pequeno porte em 1996. O episódio envolveu quatro cidadãos norte-americanos mortos durante a ação contra aeronaves de um grupo contrário ao governo cubano. Na época, Alejandro Castro Espín ocupava posição ligada à área de Defesa do regime.
Pressão sobre Havana
A nova rodada ocorre em um momento de aumento da tensão entre Washington e Havana. O governo Trump vem ampliando as restrições contra autoridades e integrantes ligados à liderança cubana, enquanto as negociações entre os dois países permanecem travadas.
Washington cobra mudanças políticas e econômicas em Cuba. Havana, por outro lado, afirma que as sanções norte-americanas aprofundam a crise enfrentada pela população e dificultam a retomada do diálogo diplomático.
A economia cubana atravessa um período de forte deterioração, com problemas no fornecimento de energia e combustível, além de dificuldades para garantir produtos básicos. A redução do turismo também afetou uma das principais fontes de receitas do país.
Cuba tenta abrir economia
Em resposta à crise econômica, o governo cubano aprovou, em junho, um pacote com 176 medidas voltadas à ampliação da participação de investidores privados e estrangeiros na economia.
As mudanças podem representar uma das maiores flexibilizações econômicas adotadas pelo governo cubano nas últimas décadas, caso sejam implementadas integralmente.
