Broad Institute disse não saber se conseguirá ajudar influenciador, mas que fará tentativa
O Broad Institute afirmou em uma publicação nas redes sociais nesta terça-feira (25) que está em contato com a equipe do influenciador e mecânico de avião Lito Sousa para ajudar a avaliar as opções disponíveis, após receber mensagens sobre o caso do brasileiro, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).
O centro de pesquisa, localizado em Cambridge, no estado americano de Massachusetts, é fruto de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), a Universidade de Harvard, hospitais associados a Harvard, e outras instituições acadêmicas e empresas, como Bayer e Novo Nordisk.
Criado em 2004 com o objetivo de descobrir as principais causas de doenças comuns e raras e usar esse conhecimento para ajudar a desenvolver intervenções terapêuticas seguras e eficazes, o Broad Institute é uma organização independente e sem fins lucrativos.
– Obrigado a todos que entraram em contato para demonstrar apoio a Lito Sousa. Estamos em contato com a equipe dele para ajudar a avaliar as opções disponíveis – escreveu o instituto em uma publicação no Instagram.
E prosseguiu.
– A doença priônica é rara e devastadora e, no momento, não há tratamentos eficazes. Estamos trabalhando intensamente para mudar esse cenário, mas as pesquisas – incluindo os ensaios clínicos – ainda estão em estágio inicial. Estamos avançando o mais rápido que podemos – acrescentou.
Segundo o Broad Institute, dezenas de milhares de pessoas entraram em contato para demonstrar carinho e preocupação com Lito.
– Não sabemos se poderemos ajudá-lo, mas vamos tentar – completou.
Mais cedo, a esposa do influenciador, Mila Seidl, informou que eles ainda não conseguiram vaga para tratamentos experimentais contra a DCJ. Segundo ela, o Broad Institute afirmou que Lito poderia fazer a entrevista inicial para ficar no grupo de controle, que não recebe o medicamento.
– Provavelmente teríamos que nos mudar e ficar à disposição sem ter uma certeza que um dia receberíamos o medicamento – escreveu ela nas redes sociais
Na publicação, Mila disse que a Ionis Pharmaceuticals, responsável pelo estudo com o medicamento experimental ION717, apontado pela família como a “principal esperança de tratamento”, afirmou que a pesquisa está fechada para novos participantes e que não pode permitir o uso compassivo da substância.
Mila ainda afirmou que todas as respostas que receberam até agora foram de contatos feitos pela própria família.
– Não tivemos contato do Itamaraty e do Governo Federal ou iniciativas do Ministério da Saúde com relação ao caso do tratamento – declarou.
Lito, conhecido pelo conteúdo sobre aviação e por participações em podcasts e programas de televisão, foi diagnosticado com DCJ, uma doença neurodegenerativa rara associada ao acúmulo de príons, proteínas anormais que comprometem o funcionamento do cérebro. A doença pode causar alterações motoras, de coordenação, visão, memória, comportamento e outras funções cognitivas.
