Presidente falou após cerimônia do Dia do Soldado, mas deixou o local sem responder sobre as investigações envolvendo seu filho e ex-assessor
O presidente Lula evitou nesta terça-feira (25) perguntas sobre as investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Os dois são investigados pela Polícia Federal por suposto tráfico de influência.
Lula falou com jornalistas após participar de uma cerimônia em homenagem ao Dia do Soldado, no quartel-general do Exército, em Brasília. A decisão de conceder a entrevista após o evento não é habitual.
O presidente foi questionado sobre o impacto das investigações em sua campanha eleitoral e se estaria decepcionado com Marcola. Lula, porém, não respondeu aos questionamentos. Após uma breve declaração, deixou o local.
Durante a conversa, Lula concentrou a fala nos investimentos em defesa. Segundo o presidente, o tema passou a ser uma prioridade do governo.
“Para um País que tem 16.800 km de fronteira seca, 8 mil km de fronteira marítima, a maior reserva florestal do mundo, possivelmente a primeira ou segunda reserva de minerais críticos, que tem 215 milhões de habitantes e petróleo a 300 km da margem do nosso oceano, a defesa não pode ser algo quando sobrar dinheiro”, afirmou aos jornalistas.
Lula também destacou a entrada de mulheres no Exército brasileiro. Ele classificou a mudança como uma “revolução comportamental dos homens” e afirmou que os militares passaram a incentivar a participação feminina.
“Elas são as primeiras recrutas do Exército, que entraram neste ano, e estão preparadas para mostrar que mulher pode estar em qualquer lugar, fazer qualquer coisa, desde que ela queira fazer”, disse.
Apesar de ter falado com a imprensa após a cerimônia, Lula não respondeu às perguntas relacionadas às investigações sobre Lulinha e Marcola.
